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Política Empresários temem ma

Empresários temem mais recessão se o Moisés cair

A abertura do processo de impeachment na Alesc contra o governador Carlos Moisés da Silva desagrada parte importante do setor produtivo catarinense. Desconsiderando o mérito do pedido, empresários afirmam que o avanço de uma crise política afetará a estabilidade e pode tirar o foco da retomada econômica.

29/07/2020 15h13 Atualizada há 2 meses
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Por: Jean de Souza Fonte: Redação
FOTO: Eduardo G. de Oliveira/Agência Alesc
FOTO: Eduardo G. de Oliveira/Agência Alesc

Logo após o anúncio da abertura do processo, o presidente da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), Jonny Zulauf, publicou um vídeo em que chama o movimento de “absolutamente inconveniente”.

Segundo ele, o andamento do pedido pode paralisar o Executivo, que priorizaria a própria defesa. No mesmo sentido, a Federação do Comércio (Fecomércio/SC) afirmou que deseja rápida resolução para o imbróglio político, e que “não percamos a atenção primordial à saúde e à economia”.

Em nota, a Federação das Indústrias (Fiesc), diz que “o processo é democrático e legítimo, contudo dispersa energia” e que “todos os esforços deveriam estar concentrados na saúde e na retomada econômica”.

A baixa adesão do empresariado ao processo é minimizada por alguns opositores de Moisés na Alesc. “Não é [esse sentimento] que a gente vê nas ruas”, afirmou Kennedy Nunes (PSD). Segundo ele, o governo é “um avião que perdeu os trens de pouso”, o que impedirá novos voos.

O PSD firmou posição favorável ao processo e o PSL sinalizou no mesmo sentido. Já outros partidos, como PP, PL, MDB e PT, ainda estão analisando a materialidade do caso.

(Reprodução/RCN)

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